terça-feira, 1 de setembro de 2015

Errei...

Errei...sei que não o admiti na altura, mas errei. Numa primeira fase porque acreditei que podíamos dar certo…Depois voltei a errar quando achei que estava a fazer tudo certo…continuei a errar quando não entendi quem realmente eras e o que querias de mim…não satisfeito errei quando te perdoei e te deixei continuar na minha vida.

Mas até aqui ia conseguindo viver com os meus erros, já tinha feito muito pior no passado e tinha sempre ultrapassado as situações…mas estraguei tudo quando errei ao acreditar que conseguia ser algo que nunca fui, vingar-me de ti e dessa forma pagar-te na mesma moeda, devolver-te aquilo que me deste.

Errei e agora vou ter de viver com isso para o resto dos meus dias, porque apesar de rapidamente ter percebido que não ia conseguir e ter abandonado o meu “plano”, a verdade é que o coloquei em pratica e errei ao fazê-lo…

Mas acima de tudo tiro uma conclusão muito rápida disto tudo…sei errei por uma simples razão, porque não sou perfeito!


E tu? Achas que vais conseguir viver com os erros que continuas a cometer?

domingo, 16 de agosto de 2015

Aquele ainda não era o dia

Cruzei-me contigo no outro dia e pensei “hoje é o dia que falo com a ela sério”, mas não apenas repeti a mesma atitude das outra vezes, sorri e disse um tímido olá e tu respondeste da mesma maneira, seguindo cada um o seu caminho com a certeza que a incerteza ia continuar a perdurar.

Ainda não foi o dia que perdi a  vergonha ou o medo e avancei para ti nem que fosse para te convidar para um simples café…

Falhanços do passado confunde-me as ideias, erros anteriores distraem-me daquilo que quero, magoas recentes toldam-me a coragem…sinto-me preso, a liberdade que guiava a minha vida para ter ficado presa em algum momento e eu não dei por isso, apenas sei que queria voltar a esse momento desconhecido e altera-lo, mas sei que isso não vai acontecer e a incerteza da certeza que um dia vou mudar vai continuar a conduzir as minhas atitudes…

Portanto resta-me esperar, esperar que um dia a magia da liberdade volte ou…ou…ou que tu me venhas resgatar a esse momento do passado!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Perdido e achado


Acordo e vejo-me perdido numa rua estranha, será que ainda estou a dormir? Olho ao meu redor e nada me parece familiar, será que estou a sonhar? O vento gelado faz-se sentir, algumas gotas de água molham-me os óculos…procuro algo familiar à minha volta, uma casa, uma cara, uma árvore ou um simples sinal de trânsito, mas nada me parece certo, o que se passa comigo? Estarei com a memória afectada?

O som de um telemóvel começa a ecoar na minha cabeça, parece vir de muito perto, procuro nos bolsos e lá encontro um simples objecto sem marca a tocar, no ecrã pode ler-se anónimo. Na buscar de entender o que se passa atendo…”Está sim? Quem fala”, digo eu muito timidamente, mas ninguém me responde, apenas o respiração alta e calma consigo ouvir do outro lado da linha…insisto mas a resposta continua a não aparecer. Não entendo o que se passa, será isto tudo real?

Um encontrão de uma senhora aparentemente perdida desperta-me de novo para a realidade que me envolve, à minha frente um carro de portas abertas parece abandonado, será meu? Não me consigo lembrar do que me fez chegar este sítio ou se alguma vez aqui estive antes. Continuo a andar em frente procurando algo que me faça perceber isto tudo.


Começo a sentir-me perdido, mas eis quando uma voz conhecida parece chamar por mim, procura-a e vejo-te a sorrir, “então pareces perdido…estavas a sonhar acordado?”…Não, respondo eu ao mesmo tempo que esboço um tímido sorriso. Segue-se um largo sorriso ao constatar que à minha volta agora tudo é familiar, agora sei que não estava a sonhar, apenas estava perdido e tu foste achar-me quando eu mais precisava…

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A estória do rapaz que foi obrigado a crescer!

Era uma vez um rapaz que nada sabia da vida, a vida para ele sempre lhe pareceu algo fácil e despreocupado.

O rapaz nunca lutou muito por nada, apesar de não ter uma vida de rico, tinha o suficiente para aquilo que ambicionava e queria na vida...era um excelente aluno, praticava os seus desportos, passava muito tempo com os amigos e familia a fazer o que gostava...rir,beber uns copos e conversar. Não pensava sequer em dinheiro, futuro, obrigações, responsabilidades, etc.

As pessoas diziam que ele era um rapaz com muito potencial, que podia ser tudo na vida, mas ele pouco ou nada ligava a isso, sorria, assobiava para o lado e continha a fazer o mínimo dos mínimos e ia chegando onde queria.

Os anos iam passando e a mentalidade pouco mudava, as pessoas pareciam achar-lhe piada e ele achava piada a isso, deixando-se ir ao sabor do vento e aproveitando aquilo que a maré lhe dava,. Utilizando e refugiado-se numa aparente arrogância, que para ele era verdade, mas que muitos já desconfiavam tratar-se apenas de uma defesa, uma arma e uma fuga para a frente para evitar crescer e assumir responsabilidades...

As pessoas que o rodeavam pareciam não ligar a esta forma de vida, ou pareciam não se preocupar por ele ser um moço divertido que apesar de tudo nunca tinha dado grandes problemas a ninguém...ou então simplesmente queriam que ele aprendesse sozinho, que a vida lhe desse uma lição...

Mas um dia tudo mudou, as facilidades nos estudos desapareceram abruptamente, o não muito dinheiro, mas que lhe chegava e sobrava para a sua simples vida, parecia agora quase uma miragem, a confiança parecia abalada e a vida afinal era algo totalmente diferente...e então o rapaz viu-se obrigado a admitir que não era assim tão forte e despreocupado como queria. O rapaz olhou à sua volta e viu que tinha sido obrigado a crescer, que a vida lhe tinha dado uma lição, que chegava de fugir para a gente, de assobiar para o lado e que as pessoas à sua ( e ele mesmo) precisavam que a criança se tornasse homem!

Após esse dia os problemas e as dificuldades foram-se acumulando na sua vida, para muitos tudo parecia pior dia após dia, mas e para o rapaz? Bem o rapaz estava cada vez mais forte, cada vez mais homem e cada vez mais lutador. As palavras luta, líder, empenho e dedicação começaram a ser a sua bandeira, a arrogância deixou de ser uma   coisa engraçada e passou a ser uma defesa que escondia as suas fraquezas, inseguranças e sentimentos!

A luta deste rapaz ainda agora tinha começado, mas não mais ia parar...os objectivos foram definidos, metas criadas e os dados lançados.

O rapaz hoje sabe que devia ter crescido por ele e não ter sido obrigado pela vida, mas acima de tudo hoje sabe algo mais importante...que está mais forte que ontem e mais fraco que amanhã!!!

Esta podia ser a tua estória, mas não...é a minha.


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pomares estou de volta...

No ano passado escrevi à partida, este ano escrevo à chegada. Intitulei o texto do ano passado "a tristeza de partir só é comparável à alegria de chegar", mas este ano foi diferente...

Foi diferente não porque a alegria de chegar fosse pequena, mas porque uma mistura de sentimentos em mim vivia, a alegria de chegar a casa era abalada pela tristeza de não te ter ao meu lado, por saber que eras completamente feliz nesta "nossa terra" e que agora apesar de aqui estares nunca mais não podes voltar...Sinto a tua falta Pai!

Ao longo da viagem a emoção foi-se apoderando de mim, não estavas ao meu lado para mandar vir contigo por ires ao meio da estrada ou na faixa da esquerda da auto-estrada, não havia ninguém com quem brincar por mesmo estando a fazer pela enésima vez o caminho tivesses duvidas que estrada seguir, não podia discutir a pré-época do nosso Sporting ou para me fazer rir ao ver o quanto aborrecido estavas por aturar um primo que não se calava nas viagens...sinto a tua falta Pai!

É incrível como nós achamos fortes, capazes de enfrentar tudo e de superar facilmente uma perda, mas depois com este ou aquele momento o mundo parece fugir debaixo de nós e percebemos que somos fracos e que sentimos muito mais a falta do que alguma vez pensámos...sinto a tua falta Pai!

Assim que cheguei imitei aquilo que fazias logo ao chegar,dirigi-me para a fonte para beber água e aí foi inevitável...lágrimas caíram-me dos olhos da mesma forma que na hora em que soube da tua partida!  

No momento seguinte pensei que não me querias ver assim e ao relembrar que estava em casa, que ano após ano sempre saí daqui mais forte que quando cheguei e acima de tudo que...Eu já fui, sou e serei sempre feliz em Pomares!

Beijos e abraços do vosso futuro PM