segunda-feira, 16 de março de 2015

Sem título

Voltámos a cruzar-nos por aí, sorrimos e trocámos aquelas palavras de ordem, “Olá! como estás? Eu estou bem e tu? Eu também”…E eu lá segui para a esquerda e tu para direita.

Nenhum de nós olha para trás, mas ambos sabemos que muito ficou por dizer…falta-nos coragem? Somos demasiado orgulhosos? Esperamos pelo momento ideal para dizer algo ou que liberdade de uns copos a mais fale por nós? Não sei responder, mas sei que a minha cabeça naquele momento pensava no que devia dizer...

Regresso ao meu grupo de amigos e sem sequer dizer uma palavra, vejo as suas caras reprovativas e penso para mim “isto não vai correr bem” …De copo não mão um deles solta um simples “Não se deve voltar a uma casa onde já fomos felizes” outros dizem “se não resultou da primeira vez porquê tentar outra vez”, à minha esquerda ouço uma frase batida “Isso não saudades dela meu puto, são saudades do que tinhas com ela”…

Encolho os ombros e sinto saudades dos tempos em que bebia para não pensar nestas coisas, mas a verdade é que a cabeça trabalhava a mil e pensava “Porque a felicidade teve uma razão de ser, porque é preciso errar para aprender a vencer,e se forem mesmo saudades dela? Prefiro arrepender-me do que fiz do que daquilo que não fiz.”…mas não consegui dizer nada disto, apenas sorrir e dizer estas pago eu…


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Até sempre meu velhote

Sentado na colina, olhando para o mar, o sol bate-me na cara,  o vento agita-me as ideias e lágrimas são derramadas…Penso em tudo, reflicto sobre a vida, mas após algum tempo de indecisão finalmente encontro a coragem necessária e decido  escrever aquilo que não consegui escrever quando partiste. Na altura faltavam-me as palavras, a cabeça confundia-se e um vazio enorme apoderava-se de mim. Angustia e ansiedade diziam alguns, mas para mim a resposta era mais simples e resumia-se a uma outras duas palavras, falta e medo…falta de um bocado de mim e medo de não ser forte o suficiente.

Hoje penso de outra maneira, não porque sinta menos a  tua falta ou porque tenha menos medo que na altura, mas porque de forma mais calma pensei e sei que estejas onde estiveres nunca me vais deixar ,vais sempre olhar por mim e que deste o teu melhor para me criar para ser forte e não ter medo, para ser a tua imagem, para mostrar uma força e uma coragem tremenda nestas situações.

Os dias passam e além destes outros sentimentos se alteram, a sensação de que tudo parecia mentira vai desaparecendo, mas outros coisas parecem não querer mudar…Saudades, arrependimentos, vontade de voltar atrás no tempo para retirar umas palavras não pensadas ou uma atitude mais irreflectida que te possa ter magoado, mas todos sabemos que isso não vai acontecer. Portanto só me resta esperar que perdoes todos os erros e falhas que tive, que apesar de ser como tu e nunca ter sido muito bom a expressar os meus sentimentos que saibas que sempre te amei, admirei e idolatrei, que posso não fazer muito mais na minha vida, mas que tudo o que faça vai ser para tentar honrar a tua memória e para teres muito orgulho em mim e claro…que vou cumprir todas as ultimas promessas que te fiz, por mais difícil que seja e por muito que tenha que por de parte o meu orgulho…

Alguém me disse há uns dias “Se eu achasse que as flores tinham importância, então em função da minha amizade e estima pelo Carlos tinha que comprar um ramo bem grande”, se assim fosse então não podias ter recebido flores de ninguém, porque eu tinha que juntar todas as flores do mundo para mostrar o meu amor, carinho, amizade e para te agradecer por tudo o que fizeste por mim.
Saudades…Vou ter sempre saudades tuas, de ir ver o nosso Sporting em família, de refilar contigo por conduzires tanto tempo na faixa da esquerda da auto-estrada, de te ver irritado por eu brincar com tudo e não levar nada a sério, de te ouvir utilizar expressões como “conversa de ervanária” ou “quem melhor fizer cama melhor se deita nela”, dos teus momentos engraçados como “Esta manteiga é diferente”, de criticares a minha maneira de jogar à sueca, de gozar contigo por dizeres que “todos” eram teus amigos e  de muitas outras coisas.

As palavras começam a fugir-me da cabeça e pouco mais consigo dizer, sei que é pouco para o que merecias, mas dei o que podia…

Obrigado meu velhote, meu gordo, meu PAI por teres feito de mim o que sou hoje :). Descansa em paz e de consciência tranquila, porque é isso que mereces…porque apesar dos erros que a vida te fez cometer, nunca desejaste o mal a ninguém, muito pelo contrário e  sempre foste um grande Homem!


Queria deixar uma última palavra para as pessoas que me têm apoiado nos últimos dias, obrigado pelas centenas de mensagens e telefonemas, pelas centenas de pessoas que estiveram presentes para uma ultima homenagem, só mostra como o meu pai era uma pessoa querida e amiga do seu amigo, isto tudo foi algo que me preencheu uma parte do coração e tornou o vazio mais pequeno. Obrigado a toda a família e amigos, ou melhor, obrigado a toda a família e a toda a família que eu escolhi pela continua preocupação comigo e obrigado à família que construí em Sines por estarem a ajudar muito ao meu regresso à “vida normal”.

Até Sempre Nabiço

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Talvez um dia...

Talvez um dia tudo acabe em lágrimas

Talvez um dia tudo termine mal e fiquemos chateados

Talvez um dia iremos dizer que estragamos tudo

Talvez um dia iremos dizer que éramos demasiado amigos para ter tentado

Talvez um dia percebamos que foi um erro

Talvez um dia percebamos que falhamos


Mas talvez é uma palavra demasiado incerta para não tentar, para não ser feliz e para fazer-nos perder tempo

Mas talvez é como a história do meio cheio ou meio vazio

Mas talvez a nossa longa amizade seja o principio e não o fim de algo mais

Mas talvez seja o inicio de um novo capitulo do nosso livro, da nossa história

E escuta…mais vale arriscar num talvez e fazer asneira, do que não fazer nada,  ver a vida a passar por nós e mais tarde pensar…devíamos  ter tentado!


Então fica a pergunta…Vamos tentar? Talvez...

Expensive soul - Cupido


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Agora eu sei...

2014/2015, Lisboa/Sines/ Outros lugares


Eu sei que errei contigo…Sei que te tomei como algo certo e pensava que  fizesse o que fizesse tu voltavas sempre.

Sei que te devia ter tratado melhor, ter dado mais carinho, mais amor e as vezes simplesmente mais presença ou atenção teria sido suficiente para termos chegado longe.

Sei que o que vivíamos valia a pena e que me devia ter esforçado mais para te manter perto de mim.
Mas agora que há a fazer? Nada, pois simplesmente acordei tarde demais, percebi tarde demais, perdi cedo demais e a felicidade foi-se cedo demais.

Diziam-me que só damos o real valor depois de perder…ria-me quando diziam isso, agora sei que é verdade…Agora sei o que sinto por ti, agora sei que queria estar muito mais perto ti do que pensava, agora sei que queria mesmo estar contigo…

Sei que errei…sei que errei e que nem mereço ser perdoado, portanto a única coisa que me resta é tentar esquecer e tentar mudar.

Antes não sabia, mas agora sei que é difícil esquecer, agora sei que o tempo foi pouco mas valeu a pena e que cada vez que tento seguir em frente, flashes da nossa história surgem e fazem-me pensar que eras o melhor para mim…

E agora também sei que vou ter que viver com esses flashes o resto da minha vida, portanto apenas me resta ser sincero contigo e dizer neste texto tudo aquilo que não tenho coragem para te dizer na cara…

Escuta…Não estou para aqui a debitar palavras para te pedir outra oportunidade, para te fazer voltar para mim, nem somente para te mostrar que  mudei, porque sinceramente nem sei se as pessoas mudam…


Sinceramente quero acreditar que sim, mas não sei…isto tudo pode ser só a saudade a tomar conta de mim e a falar mais alto…

Peço desculpa, peço que acredites nestas palavras que não tem grande valor comparado com as minhas acções passadas…E que saibas, que mesmo que nunca me desculpes nunca te vou odiar, por muito que assim penses, antes pelo contrário, vou sempre desejar o melhor para ti e que encontres alguém que te saiba dar o que eu não soube no nosso tempo, na nossa história, ou seja tudo aquilo que mereces.

Sei que vais mostrar isto aos teus amigos e eles vão dizer para te borrifares em mim e não aceitares esta pedido de desculpa, muito menos vacilar e voltar a falar comigo, pois sabem que eu nunca me esforcei por ti, que nunca vou mudar e que mereces melhor…talvez eles estejam certos em quase tudo, mas acredita numa coisa... Estou realmente arrependido do que (não) fiz por nós e principalmente por ti…

Na altura não sabia o que queria, hoje sei…sei que por muito que adormeca a pensar em ti, não quero voltar a magoar e por isso vou continuar a afastar-me, mas no fundo tu sabes que por muito que eu me afaste vou estar sempre por perto…

Até sempre, mesmo que não voltemos a trocar uma palavra, vemo-nos por aí e vou sempre procurar o teu sorriso numa esquina qualquer, pois há coisas que não se consegue deixar de gostar :)


The end


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um dia fui...

29/Novembro/2014 Mussulo, Luanda , Angola



Um dia fui uma sombra de mim mesmo, perguntando onde tinha errado
Um dia fui metade do homem que sempre fui, lutando para sobreviver
Um dia fui um pateta, acreditando que me merecias
Um dia fui parvo, lutando por algo que nunca existiu
Um dia fui um barco perdido no mar, em busca do farol que me fizesse voltar
Um dia fui um pobre diabo, chorando por uma rapariga que não valia um centavo
Um dia fui muita coisa que não devia, mas tudo muda e os dias que dormiste com a fama acabaram e eu renasci…
Renasci mais forte, mais inteligente, mais homem, mais preparado e muito mais determinado e tu?

Tu? Pouco ou nada me interessa, mas olha o mundo apesar de não ser pequeno na volta ainda…

Beijos e abraços do vosso futuro primeiro ministro